Autuação de Pedro Passos revela velha prática de fazendeiros do Cerrado

Ibama autua Pedro Passos por madeira sem licença ambiental http://tinyurl.com/4looec9

Até acredito na versão do ex-deputado distrital, Pedro Passos, segundo a qual as madeiras não foram nem compradas, nem seriam vendidas.

É comum, na região do Cerrado, o uso de madeira da Reserva Legal para obras dentro da própria fazenda: cerca, curral, etc.

Tem até a figura do “gambireiro”. Profissional autônomo, que identifica e derruba as árvores para o fazendeiro.

No Distrito Federal e região do Entorno, o “gambireiro” cobra R$ 6,00 por árvore que derruba. Isso se for nativa. Eucalipto é mais barato.

Às vezes a transação com o dono da fazenda não envolve dinheiro – prática aliás comum no meio rural. No final, o gambireiro leva 50% do que cortou. O restante fica com o dono da fazenda.]

Provavelmente, tenha sido essa a origem da madeira na fazenda do nobre ex-deputado – que já foi condenado por grilagem de terra no Distrito Federal. (Até grilagem de terra tem na política candanga.)

Já presenciei alguns gambireiros trabalhando. Eles têm as próprias motosserras e usam bois ou cavalos pra tirar o pau da mata. O desperdício é enorme. Segurança, então, nem pensar…Esquece.

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